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Acautelai-vos dos Falsos Profetas





Definição de profeta: Aquele que fala da parte de Deus aos homens.
Em relação ao evangelho, profeta é portanto aquele que anuncia o evangelho de Jesus Cristo com a mesma precisão da verdade tal como se encontra registrada na Bíblia.
Mais precisamente… é aquele que conduz por sua mensagem, pessoas a terem um encontro pessoal com Jesus Cristo, e a andarem em conformidade com a Sua santa vontade.
Este é o profeta do Novo Testamento, desde que nosso Senhor Jesus Cristo se manifestou com a revelação final da verdade, nada deixando para que lhe fosse acrescentado; de modo que se alguém se levanta anunciando alguma mensagem que afirme ser uma nova revelação da vontade de Deus para a Igreja, que contrarie o que já foi revelado nas Escrituras, esta pessoa estará pregando algo falso.
Agora, através do dom de profecia, Deus pode usar a quem Ele quiser, para – dentro do contexto e tom das Escrituras – exortar, consolar ou edificar a Sua igreja.
Como a salvação e edificação de almas é feita através da fé na mensagem do genuíno evangelho de Cristo, é evidente que Satanás usará de todos os meios e artifícios para distorcer e adulterar a referida mensagem de forma que não produza o efeito esperado por Deus.
O meio mais comum de fazê-lo então será por levantar lideres no meio da própria Igreja que passem por dignos, confiáveis mensageiros do evangelho, quando na verdade são lobos em pele de cordeiro.
Para isto, não há necessidade que aquele que será usado pelo diabo para enganar a muitos, esteja consciente do que está fazendo, de maneira que há muitos que enganam que também estão sendo enganados pelo diabo, porque pensam que estão pregando e ensinando a verdade, e agindo de modo verdadeiramente cristão, quando na verdade não o estão fazendo.
Todavia, muitos destes que são enganados pelo diabo para ministrarem um evangelho adulterado, são despertados posteriormente pela graça de Deus e chegam ao conhecimento da verdade, à qual agora eles se apegam com toda a sua alma.
Assim, quando a Bíblia faz firmes e severas repreensões contra os falsos profetas, não é propriamente a estes irmãos que andaram confusos por algum tempo, mas àqueles que obstinadamente resistem a uma vida verdadeiramente santa, operada por uma submissão humilde e sincera aos mandamentos do Senhor, e cujo ego inchado é usado pelo diabo, criando neles convicções reativas ao evangelho e ao modo de se andar na igreja, que contrariam frontalmente os mandamentos de Jesus, de modo a manter os crentes afastados daquela verdadeira santificação que seria produzida em suas vidas caso lhes fosse ministrada a verdade.
É a este tipo de falsos profetas e mestres que o apóstolo Pedro se refere em sua segunda epístola.
Pedro disse que estes falsos profetas e mestres introduziriam suas heresias destruidoras na Igreja de maneira encoberta, isto é, agindo como lobos em peles de ovelhas tal como Jesus havia alertado a Igreja para que se acautelasse deles, exatamente por causa desta dificuldade de serem logo identificados.
Eles negam o Senhor porque não pregam debaixo da obediência à Sua vontade somente aquilo que Ele nos ordenou para ser ensinado e guardado.
Eles pregam algumas coisas agradáveis do evangelho pela própria escolha deles para agradarem e seduzirem as pessoas.
Eles não pregarão o escândalo da cruz, e não atacarão firme o pecado, e não disciplinarão os crentes com toda a longanimidade e doutrina, antes pregarão uma graça irresponsável que não é a verdadeira graça – a qual exige diligência e santificação dos cristãos, ou então pregarão uma salvação por meio de obras, e não pela graça, mediante a fé, de modo a manterem as pessoas atemorizadas e debaixo do domínio deles, por temerem que não venham a cumprir as suas ordens e desejos – que impõem aos crentes como coisas necessárias para que não se desagrade a Deus.
Eles, servem a si mesmos e não ao Senhor e aos interesses do Seu reino.
Assim, o evangelho destes falsos profetas e mestres não tem porta estreita, nem caminho estreito para a salvação, segundo a santificação que leva à mortificação de todo tipo de pecado, e a um andar na justiça evangélica; senão uma porta ampla e um caminho largo para os crentes viverem desordenadamente, desde que atendam aos interesses de seus “líderes” que constituíram a si mesmos sobre eles – não da parte do Senhor e nem por uma chamada específica para o exercício do ministério.
Como pregariam a mensagem relativa à graça e a verdade do evangelho, quando eles mesmos não a conhecem?
Como pregariam a santificação evangélica, quando eles próprios não a vivem?
Eles falam de Jesus, mas o Jesus que eles pregam não é o da Bíblia, e por isso o apóstolo afirma que eles negam o Senhor que os resgatou, e com isso trazem sobre si mesmos repentina destruição (v. 1).
Nenhum cristão bem instruído pelo Espírito deveria permanecer debaixo da liderança destes falsos profetas e mestres, porque são muitos os que seguem as suas dissoluções, e por causa deles o caminho da verdade é blasfemado (v. 2), porque a santificação não será forjada na vida dos seus ouvintes, porque eles vivem na carne e não pregam a verdade, e sem a prática da Palavra não há santificação, assim como quem prega na carne nada mais pode gerar senão o que é carnal, e jamais o que seja verdadeiramente espiritual.
Uma outra característica destes falsos profetas e mestres é que eles ministram movidos pela ganância, porque o que eles visam verdadeiramente não é a glória de Deus, mas aquilo que é do próprio interesse egoísta deles, e para atingir os seus propósitos pessoais eles agem usando palavras fingidas, e usam os cristãos como fossem uma mercadoria deles, para atingirem dos seus objetivos gananciosos (v. 3).
E isto não tem a ver somente com vantagem financeira, mas com fama, primazia, louvor do ego inchado deles.
No entanto a condenação deles já foi lavrada por Deus há muito tempo e a destruição deles é certa, porque o Senhor dar-lhes-á a devida paga a Seu tempo, conforme afirma o apóstolo Pedro.
Se nem mesmo aos anjos que pecaram, ele poupou lançando-os no inferno, e tem mantido a muitos deles no abismo de trevas, onde se encontram aguardando o dia do juízo final sobre eles (v. 4), quanto mais não serão condenados pelo Senhor estes falsos ministros que estão a serviço do diabo.
Também com certeza não os poupará porque somente Noé e mais sete pessoas foram livradas do inferno quando Deus destruiu milhões de pessoas com as águas do dilúvio; e somente Ló foi livrado da destruição pelo fogo das cidades de Sodoma e Gomorra, as quais Deus colocou como exemplo do que sucederá a todos os que vivem impiamente (v. 5, 6).
Assim como o Senhor livrou Ló, de igual modo Ele sabe como livrar os piedosos da tentação, e reservar para o dia do juízo os injustos que ele começou a castigar ainda aqui neste mundo para revelar que haverá de fato um juízo final (v. 7 a 9).
Satanás e os seus ministros procuram se levantar principalmente contra a autoridade de Deus, e como não podem atingi-lo diretamente, eles atacam as autoridades que foram instituídas por Ele, rebelando-se contra elas com seu atrevimento, arrogância e não receiam blasfemar da dignidade delas, enquanto que os próprios anjos, embora sejam maiores em força e em poder, não pronunciam juízo blasfemo contra tais autoridades diante do Senhor (v. 10, 11).
Depois de nos colocar em alerta contra os sedutores, o apóstolo passou a descrevê-los mais detalhadamente a partir do verso 12; e neste verso eles são descritos como aqueles vasos de ira preparados para a destruição, porque seguem resolutamente a natureza terrena deles agindo como fossem criaturas irracionais, porque não fazem uso adequado da razão para levarem seus pensamentos cativos à obediência de Cristo, de maneira que, por natureza, permanecem na condição de existirem para serem aprisionados e mortos espiritualmente, e como blasfemam daquilo que não deveriam blasfemar, mas o fazem porque não podem entender a natureza das coisas contra as quais blasfemam, é certo que perecerão na sua corrupção.
Eles se riem daqueles que levam a vontade de Deus a sério, e que se santificam, porque isto é para eles algo exagerado, fanático, desnecessário, e assim, eles blasfemam contra as coisas santas de Deus.
Como eles vivem na carne, o seu prazer está voltado para deleites, entretenimentos, festas, reuniões para o propósito de satisfazerem a carne com banquetes e outros deleites relativos às paixões e desejos de suas almas ímpias.
Como não podem caminhar na verdade se deleitam nas suas dissimulações, porque vivem do engano, e têm prazer nisto.
Eles são verdadeiras manchas para o nome de Cristo e da Sua Igreja.
São adúlteros espirituais, pois se aliançam com o mundo e com aqueles que servem a Satanás, a pretexto de ampliarem a obra de Deus (construção de templos suntuosos, obras sociais de fachada etc), e a fome deles para pecar não pode ser saciada, e assim toda alma que for inconstante será engodada por eles.
O coração deles se exercita continuamente na ganância, e são filhos de maldição porque seguem pelo mesmo caminho de Balaão, que profetizava por dinheiro.
Eles deixaram voluntariamente o caminho de Deus e se desviaram por amarem o prêmio da injustiça tal como fizera Balaão, o modelo deles do passado.
Alegam servir a Deus e seguir as Escrituras, mas não dão a devida consideração aos mandamentos de Cristo para pô-los em prática em suas vidas e nas dos crentes que dirigem (v. 13 a 16).
Eles se apresentam como fontes, mas não têm água para saciar a sede dos que têm sede da água viva do Espírito; são nuvens levadas pelo vento e que também não trazem chuva para regar a terra de corações, que necessitam serem amolecidos, e assim o que está reservado para eles é a negridão das trevas (v. 17).
Quão distante estão portanto estes falsos profetas e mestres do exemplo de humildade e mansidão que houve em Cristo e que deve ser achado também em todos os Seus ministros.
Quão longe eles estão daquela santidade de vida que deve existir em todos os verdadeiros ministros de Cristo.
Quão resistentes eles são à Palavra de Deus e ao trabalho do Espírito, sobretudo no que diz respeito à implantação de todas as graças que o apóstolo relacionou no primeiro capítulo da sua segunda epístola.
Por tudo isto eles comprovam que são pessoas que não possuem de fato a habitação do Espírito Santo, que lhes teria regenerado e santificado, tornando-lhes novas criaturas.
Estes falsos profetas e mestres se intrometeriam na liderança da Igreja, mas o apóstolo está alertando os cristãos para não reconhecerem a tais homens e não permitirem que eles permaneçam no exercício do ministério, porque debaixo da liderança deles o rebanho certamente será posto a se perder.
A sedução deles consiste em atrair os discípulos para uma vida carnal e sensual que não lhes exija, conforme é da vontade de Deus, a mortificação do pecado e a prática da justiça, por um andar no Espírito.
Então eles agradarão a muitos, porque não são poucos os que resistem a um viver e um andar no Espírito, e que consideram ser possível agradar a Deus vivendo na carne.
Eles sinalizam com liberdade total sob a alegação de que os cristãos estão na graça – a graça para eles é libertinagem e não a verdadeira graça de Deus que é o poder de Deus para vencer o pecado, o diabo e o mundo.
E então eles próprios permanecem ainda presos às suas cobiças e pecados, enquanto oferecem aos outros uma liberdade que eles próprios não possuem.
O que pode parecer para muitos ser uma vantagem para os falsos profetas e mestres, o fato deles terem algum conhecimento nocional da verdade das Escrituras em suas mentes, apesar de não tê-lo por experiência em seus corações, que isto servirá pelo menos de abrandamento da pena para eles no dia do Juízo.
No entanto, isto não será uma circunstância atenuante, senão agravante, porque o apóstolo afirma que o último estado deles será pior do que o primeiro, porque seria melhor que fossem totalmente ignorantes acerca dos caminhos de Deus, do que conhecendo o que se exige para andar neste caminho, tenham vivido num outro caminho diferente, e ainda conduzindo a outros a caminharem de maneira errada (v. 18 a 22).
Não haverá portanto nenhuma consideração da parte de Deus no dia do Juízo para aqueles que tenham vivido por um período, ainda que apenas de maneira externa, segundo os mandamentos da Palavra, e que logo depois vieram a apostatar entregando-se abertamente à prática das antigas corrupções que eles haviam abandonado temporariamente, eles serão considerados como o cão que voltou ao seu vômito e a porca lavada que voltou ao lamaçal.
Estas palavras são também reafirmadas em essência pelo apóstolo Judas, irmão do Senhor Jesus, na curta epístola do Novo Testamento, que escreveu e que leva o seu nome.
Somente a justiça de Cristo aplicada à alma, e a perseverança na santificação, que comprova e é a evidência de ter sido de fato justificado pela graça mediante a fé, pode livrar da condenação vindoura.
Este é o fruto que não será achado na vida dos falsos profetas. É por não terem este fruto verdadeiro de santidade e justiça que podemos conhecê-los, porque o “evangelho” que eles pregam e ensinam não pode gerar tal fruto nem na vida deles, nem na dos seus ouvintes.

A Carne Vai Gemer, Vai Doer, Mas o Pecado Vai Morrer



“1 Visto, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento: porque aquele que padeceu na carne já deixou o pecado;
2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.
3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.
4 Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão,” (I Pedro 4.1-4)
O apóstolo aponta nesta passagem a necessidade que temos de mortificar o pecado.
Paulo havia dito em Romanos que nós morremos juntamente com Cristo, e que os Seus sofrimentos e morte foram considerados por Deus como sendo nossos, de maneira que nos encontramos identificados com a sua morte e sofrimentos.
E a causa daqueles sofrimentos e morte que Jesus padeceu, não foi por algum pecado Seu, próprio, mas em razão dos nossos pecados.
Ora, se o pecado foi morto pela morte de Cristo, então importa que o mortifiquemos em todo o nosso viver, a par de todos os sofrimentos e renúncias que isto possa nos trazer, porque afinal, Jesus que não tinha pecado, suportou tudo e renunciou a tudo por nós.
Assim, o sentido é: “Como Cristo sofreu em sua natureza humana, vocês, de acordo com o seu voto batismal e profissão, façam a sua natureza corrupta sofrer, colocando à morte o corpo do pecado pela abnegação e mortificação, porque, se você não agir assim, você não será conforme a Cristo na sua morte e ressurreição, e não deixará o pecado.”
Negue as paixões do Seu ego. Negue seus desejos carnais. Renuncie aos prazeres mundanos pecaminosos, e viva de modo criterioso e sóbrio para Deus.
O início de toda verdadeira mortificação está na mente, não em penitências e flagelações do corpo. A mente do homem natural é carnal, cheia de inimizade contra Deus.
Deste modo, o apóstolo nos convoca a termos isto sempre presente em nossa mente, ou seja, estarmos com o nosso pensamento previamente armado para esta necessidade de suportar os sofrimentos e renúncias com paciência, sabendo que isto é o que contribuirá para uma efetiva mortificação dos nossos pecados pelo Espírito Santo, que trabalhará em nós segundo a aplicação da nossa vontade em tal direção.
O crente morreu com Cristo para o pecado, então a conclusão óbvia é que o pecado deve também morrer em nós.
Pedro considera que o que o crente já praticou de pecado antes da sua conversão debaixo da direção de Satanás já foi mais do que suficiente para que ele continue negligentemente fazendo concessão ao pecado mesmo depois da conversão.
Ele já não é mais escravo do pecado e nem do diabo, mas da justiça e do Deus vivo. Paulo também falou sobre isto em Romanos 6.
Não importa que os gentios, ou seja, aqueles que não conhecem ao Senhor e nem aos mistérios revelados da santidade da vida cristã, porque não amam a Deus e a Bíblia, pensem que esta forma de viver em santificação é algo estranho, e com isso façam duras críticas ao viver dos crentes, quando estes seguem a vontade de Deus e deixam de lhes acompanhar em suas devassidões.
Esta rejeição é mais uma das muitas formas de sofrimento que o cristão terá que enfrentar em sua fidelidade a Cristo.

Preguiça em Ler a Biblia …




1 – Porque sentimos tanta preguiça em ler a Bíblia ?
2 – Porque a maioria das pessoas sentem mais prazer em ler outros livros do que a Palavra de Deus ?
3 – E porque tem pessoas que sentem mais prazer em ler a Palavra de Deus do que outros livros ?

1 .Resposta : Sentimos preguiça em ler a Bíblia porque por ela ser perfeita e inspirada pelo Espirito Santo, achamos um pouquinho chato ler , pois é bem diferente de qualquer outro livro que estamos acostumados a ler ,além das estratégias do inimigo para nos fazer desistir de ler a palavra do nosso criador.
2 .Resposta : A maioria das pessoas sentem mais prazer em ler livros do mundo do que a palavra de Deus não é ? Bem,já que estamos no mundo e sentimos prazer pelas coisas que são da carne também ,faz parecer ser natural participarmos das coisas do mundo mas não é a coisa certa a se fazer; Agora, quando nos tornamos nova criatura,quando aceitamos Jesus Cristo como único e eterno Salvador,quando pedimos a Deus para que o Espirito Santo habite em nós, sentimos prazer em fazer a vontade de Deus e simplesmente ler a Palavra de Deus e combater a carne.
3 .Resposta : As pessoas que sentem mais prazer em ler a palavra de Deus, são as pessoas que querem ser servos(as) fiéis , que querem fazer a vontade de Deus,que querem que o Espirito Santo esteja habitado nelas e que querem estar mais próximas de Deus,estar em santidade.
Mas e as pessoas que lêem a palavra de Deus e não fazem a vontade de Deus?
Pode ser que : (1) Querem conhecer a Deus mas não o teme (2) Não sentem aquela necessidade aquela necessidade de estar próxima de Deus (3) Esta pessoa quer estar perto de Deus e fazer a vontade Dele mas não consegue suportar as tentações da carne e tribulações (4) Esta pessoa precisa de orientação do Espirito Santo para ler a palavra e saber qual é a vontade de Deus
Mas quem sou eu para julgar ? Não é ?

Futebol, Igreja Vazia e a Sub-Vitória.



Ontem, dia da final do Brasil X Espanha pela Copa das Confederações, em meio a protestos da maioria e a alienação de boa parte, Brasil afora, fui para o culto como em todos os domingos.
Certo da nossa alienada atualidade, pensei: A única coisa que não quero ver, é a menção do jogo, pelo pastor, ou por qualquer outro…
Implicância, Preconceito, Recalque? De forma alguma… Mas sobre isso, eu falo mais adiante…
Queria ver ainda e, me certificar se a igreja de nossos dias, tão “politizada”, convicta e implacável em sua visão de conquistas e adequação “santa” ao mundo, estaria neste momento tão delicado até para qualquer tolo entender, um pouco mais “ciente” de todo o momento em que vivemos, afinal, temos todos, o Espirito santo que nos orienta e nos diz da vontade do Pai. Ele nos torna PROPÍCIOS e não, alienados.
Puro engano. Um pensamento não inocente, mas cheio de fé, deste que vos escreve…
Metade do grande templo da igreja estava vazio, como em muitas outras.
Mais que puro, meu engano era em pensar que existia no mínimo, uma coerência de nós crentes, com o que aprendemos “de domingo a domingo”; Coerência dos que em suas orações e clamores, pedem, pedem, clamam e batem no peito que são FILHOS nos momentos em que o pregador profetiza bênçãos para suas vidas, – mas que Jesus não lhes impeça o caminho, dia desses, porque, senão…
Inocência absurda, a minha em achar que, apesar de muitos dizerem que vivemos dias maus e que o Senhor não tarda em vir buscar o remanescente de sua igreja, os mesmos, dizem ter “todo o conhecimento, acerca de tudo”, e por esta ideia tola, repetem com um orgulho mais tolo ainda: “Não venha me falar de Bíblia, ou vida cristã! Eu já a conheço! – Só faltou apertarmos a tecla SAP para entender o que na verdade falam: “Me deixe servir ao Senhor do meu jeito”!”.
Mesmo num pais recheado de corrupção, alimentado a “pão e circo”, ainda reservam lugares de honra em suas cabeças para o “desfrutar” do pobre jogo de uma infeliz Copa, em um Pais mais pobre ainda, do qual, dizem como igreja, serem “patriotas” e “solidários” …
Será??
Há semanas, temos vivido momentos tensos, a menos que você seja insensível, quanto a sua posição como cristão (se é que você defende de verdade, esta identidade) e boa parte das igrejas ainda tem um postura, alienada, como se vivêssemos no “Planeta Gospel”…
Talvez, diante do texto, você me diga, como a maioria: “Ora, você está sendo muito radical! Jesus também se divertia…”. E, a partir dai, comece a expor biblicamente, todas a “bases” bíblicas a seu favor, pois como “bom cristão”, você tomou o cuidado de memoriza-las e às guardou, enquanto preparava o “domingo do Senhor”, regado à … “Espera um pouco, Jesus, que daqui a pouco, eu te levo um “pratinho”” (Se ele esperar um pouco, até o resultado do jogo, é claro).
O Senhor Jesus, por ele mesmo, espera e entende. “Ele sabe que somos assim, não é mesmo?”
E que saber? ELE SABE.
Ele sabe de tudo. O Que você, parece não saber, é que ele esperava um pouco mais de nós, como Cristãos.
Ele realmente esperava que você, em meio a tudo isso, estivesse agindo como igreja dele de fato, neste momento tão delicado e difícil.

Independente de sua posição em relação aos protestos, ele esperava que você fizesse a delicada “diferença”; Que fosse propício, como ele vem tentando te ensinar a ser, em toda a sua palavra.
Ele com toda a certeza esperava que você estivesse consciente de que, por mais que façamos parte da pátria celestial, ainda moramos por aqui…
Ele realmente esperava que você estivesse na igreja, ou pelo menos se posicionando, como parte dela. Esperava que você estivesse colocando-o em primeiro lugar, seguindo suas atitudes e seu exemplo.
Além da exclusividade a que tem direito na nossa vida, O Senhor também nos adverte quanto ao nosso posicionamento, porque os dias são maus,…
Mesmo para você, que vive na “Sala V.I.P do céu”, com o “ar condicionado espiritual” e desfruta das bênçãos do reino, que parece “estacionar” em você, somente.
Enquanto isso, muita gente no mundo, inclusive – e principalmente agora -, neste pais, está precisando de tudo o que Deus te deu e tem lhe dado pela sua misericórdia.
“O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido.”
(Provérbios 21:13)

A verdadeira vitória é ser como ele.
Por Rogério Ribeiro

Separação Santa ou “Ovelhas Gordas”?




“Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” At 10.34
Texto e contexto conhecidos, sem margem para desentendimentos quanto a salvos e não salvos. Está claro; Sem apelação.
A salvação é obtida pela escolha do individuo em crer em Deus e aceitar a salvação e o senhorio de Jesus… Simples, assim.
Porém, como esta é uma atitude pessoal, às vezes pública, às vezes, não, não podemos negar o poder de Deus, nem “limitá-lo” por nossas convenções, que quase sempre, veem a “aparência” da qual quase sempre, “necessitamos” em lugar dos frutos; Afinal, um exemplo bem claro e simples da graça de Deus em Jesus Cristo, é a salvação do “Bom” ladrão no momento de sua morte (alguém acreditou que ele antes, era bom?… Nem eu.). Seu bom fruto, o coração rendido, só uns poucos na cena, ouviram, além do Senhor.
Por outro lado, muitos são chamados e poucos são escolhidos, como na parábola das Bodas, onde o anfitrião manda chamar a todos que quisessem participar da festa. No meio dela, um, foi visto inadequado; Não trocou suas roupas para a ocasião… O fruto do desleixo, puro e simples. O fim, dele já sabemos, tanto quanto o seu significado (Mateus 22:1-14); O mau fruto e não, a aparência.
Entretanto, como se quiséssemos manter “segura” a nossa vida cristã na comunidade que se denomina igreja – e não clube, como alguns “insistem” -, criamos normas e as “sustentamos” a partir de um evangelho preguiçoso e simplista, quando seria justo e ideal , gastar um pouco mais de tempo em agir segundo a Palavra nos orienta em TODO o seu contexto, não retirando dela o que nos é conveniente e de acordo com a nossa cultura e capacidade de aceitação…
Esta é a “palavra”: CAPACIDADE.
Temos pouca capacidade de olhar os outros segundo o amor e a misericórdia de Deus e por isso, criamos formalidades e convenções embasadas em “parcialidades” dos textos do apostolo Paulo, por exemplo, que, como toda a palavra de Deus, tem seu contexto; histórico e literário.
Esquecemo-nos de que a mesma palavra de orientação dada pelas cartas do Apostolo à igreja se completam nas palavras de Jesus Cristo. Não há confusão…
Há preguiça, religião e uma assustadora falta de um amor verdadeiro.
Por causa desta, presente no seio de boa parte das igrejas, não sabemos quem “mata” mais as ovelhas do rebanho; se é satanás , quando elas se desprendem, ou se são as “ovelhas gordas”, descritas no capitulo 23 de Jeremias, ou ainda, os que “amarram” a elas, fardos pesados, como os fariseus de Mateus 23…. (Esses, para mim, sem dúvida, os “lobos” da história…).
Deus trabalha para a nossa capacitação em tudo o que contribui positivamente para o reino; O enxergar aos outros como ele nos enxerga, é uma delas.
Ou aceitamos este aprendizado que nada tem a ver com incoerência diante da palavra de Deus, ou ficaremos reféns desta mazela, além de também fazer, outros tantos.

O “Empurrar com os ombros” pelas “ovelhas gordas” é feito a partir de uma cultura torpe de aparências, onde a “Crueldade evangélica” domina, quando também se é “diferente”.
É raro uma observação de frutos, quando deveríamos estar aptos a “ensinar” esta matéria.
Falamos muito acerca desta “aparência”, e que o Deus Eterno não vê o exterior e sim o coração. Porém, o que mais me intriga, é que na maior parte das vezes, fazemos é esta “contrapartida”, tal como Pedro que precisou ver o lençol baixar e se levantar por três vezes, quando Deus dizia a ele para não fazer acepção e que levasse em conta o que Ele havia purificado. Atos, Cap. 10
A favor da igreja e não, contra; A favor dos que não podem se perder, – dentro e fora dela – é preciso um olhar mais “clínico” e amoroso ao lidar com os que não trazem a aparência que muitos, e não DEUS, necessitam. É preciso ver os frutos e não as aparências, como Pedro, que depois de obedecer, foi até a casa do centurião e então, viu.
É preciso uma postura onde o compromisso com a palavra, seja regra, mas que seja com toda ela. Uma vida cristã e não apenas uma vida “evangélica”, onde o falar do Espirito santo supere a todo e qualquer “costume”.
Uma vida livre de uma religiosidade que vê a possibilidade de aceitação, somente a partir da ideia que diz que, “Se há uma probabilidade”, então há 100% de possibilidade, com o resto da humanidade…
Deus nos trata de maneira pessoal; Não como a números e segundo a “percentuais”.
Por isso, não “limitemos” o poder dele, pelos nossos costumes; Antes, sejamos renovados em seu amor, que, além permitir que sejamos suporte para que a ovelha ao nosso lado, não caia, nos dá a condição de ver os frutos e não a aparência.
Por Rogério Ribeiro

“Salve” a minha paciência


É triste pensar que muita gente lutou pela liberdade de expressão, mas pouca gente sabe o que fazer com a liberdade. Tão cara, tão preciosa, mas tão desgastada.
Deveríamos ser livres para falar de coisas boas, para compartilhar nossas melhores experiências, transmitirmos nossas melhores impressões de tudo que vamos vivendo que valha a pena.
Mas infelizmente, me parece que ainda somos “escravos” das palavras de desânimo, prisioneiros dos nossos preconceitos, funcionários da vontade de ganhar em qualquer conversa, achamos que podemos ofender a religião das pessoas, achamos que somos livres e por isso temos licença para ferir as convicções religiosas uns dos outros, profissões de fé que nos fazem mais parecidos com assassinos implacáveis que “matam” por prazer.
Precisávamos ser livres, aproveitar a liberdade para respeitar as diferenças, amar a diversidade, aproveitar nossa fé para distribuir carinho, abraçar as pessoas, sermos livres para espalhar esperança, encontrar ainda que no desencontro, curar sempre, ferir jamais.
Sou livre para dizer tudo o que quero, mas submisso e sempre “escravo” do amor. Deixem as pessoas assistirem o que quiserem na televisão, falem menos e façam mais. Os frutos falarão mais alto que as nossas ofensas!
Livre para dizer
Sobretudo para amar

A igreja sem porta


Bom seria se todos pudessem enxergar que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo e que agora, já, neste exato momento, eternamente, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
A Lei acabou! Sim! O fim da Lei é Cristo para salvação de todo aquele que Nele crê! Toda dívida de morte e de sangue promulgada contra os homens foi paga integralmente! Está consumado para sempre! A cruz venceu! A loucura da cruz, do sacrifício eterno do sangue derramado pelo Cordeiro Eterno, aboliu de uma vez por todas outros sacrifícios e rasgou o véu da separação entre a humanidade e Deus.
Só não vê quem se faz de cego, quem tem medo da vida. Porque o Espírito da Vida é para todos os que creem, para todos os que se perceberam salvos no amor eterno do Deus que se entregou por toda a criação, por todo o universo.
Sim! A cruz alcançou redentoramente todas as galáxias. Libertou as extremidades acorrentadas do universo. Andrômeda e todos os buracos negros, estrelas anãs e cometas foram salvos. Um dia, por Graça e Misericórdia, se converterão em novos céus e nova terra. A criação encontra-se em dores de parto, para dar à luz o conhecimento de Deus. As dores são fortes, os gemidos são ouvidos por muitos e muitos anos, mas os filhos da Luz se levantarão glorificados, transformados, renascidos eternamente com as vestes lavadas no sangue do Cordeiro de Deus.
Homens e estrelas se converterão num eterno cântico de adoração ao Rei Eterno e Imortal.
Nuvens de testemunhas se aglomeram para receber os novos irmãos e irmãs que vão sendo feitos nesta igreja sem portas, sem muros, sem nomes ou fronteiras. A Igreja de Deus é invisível, indomável e não conhece outra forma de servir e adorar a Deus que não seja “onde estiverem dois ou três reunidos em seu nome”. Simples assim, em todo e qualquer lugar… Com toda e qualquer pessoa.
Esses irmãos não são salvos pela frequência aos templos, não são salvos por terem seus nomes arrolados nos livros humanos, não ostentam tradições ou formas de culto, mas se encontram salvos e perdoados pela Graça de Deus. Somente por Graça e Misericórdia são salvos, nada além disso. Isto é fruto da bondade de Deus. Sim! Deus é amor!
A igreja com portas tem medo da igreja sem portas. Claro! Os maus ensinam que a salvação acontece somente da porta para dentro. Querem impor suas próprias vontades e espoliar os bens dos insensatos. Mas quem realmente encontra a salvação a encontra no aprisco do Bom Pastor que não conhece fronteiras nem de culturas nem de língua, muito menos de institucionalidade. O Bom Pastor dá de graça a vida sem exigir nada em troca. Bebam de graça da Água da Vida, sem sacrifícios e sem ofertas! É o que está escrito.
Para a liberdade foi que o Eterno Sumo Sacerdote nos reuniu neste culto, nesta celebração chamada chão da vida. No Cordeiro o culto é eterno, não acontece somente aos domingos, mas flui incessantemente no respirar e andar de cada um que é chamado de filho.
A Nova Aliança foi escrita na carne dos corações desta gente cansada e sobrecarregada que aprendeu a entregar seus fardos para quem é Manso e Suave. Nele não há mais medo, não há mais lágrimas de morte. Até quem já morreu Nele encontra a Vida Eterna.
Os céticos duvidam, os pessimistas tentam desconstruí-lo, os medrosos tentam parar de ouvir Sua voz, mas o testemunho do Espírito sopra poderosa e calmamente. Um dia todo olho o verá, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é Senhor absoluto de toda a existência. No dia em que o mar devolver os seus mortos, todos saberão.
Senhor da Vida é o seu nome! Venceu a morte para sempre! Assim será o cântico eterno.
O Deus que faz o convite para a vida te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Deus odeia?



Sim, Deus odeia.
Deus odeia tudo que vai contra suas perfeições. Quais são as perfeições de Deus?
Bondade, Justiça, Santidade…
Tudo que é mal, Deus odeia. Tudo que é injusto, Deus odeia. Tudo que não é Santo, Deus odeia.
Então, podemos concluir, que sendo o homem mal, injusto e pecador, desta maneira, Deus odeia o homem?
É isso que alguns pregam. E vindo de alguns pregadores ditos reformados, me soa meio estranho esta afirmativa dado que eles acreditam na depravação total do homem e que somente Deus pode resgatar esse homem que está morto espiritualmente. Porém, dado que, se Deus odeia o pecador por estar em um estado reprovável e consciente de rebeldia, então como poderia este Deus salvar o pecador? E se Deus, odeia o pecador, mas o salva mesmo odiando, então, que tipo de Deus é esse?
Podemos de fato dizer que o homem pecador é inimigo de Deus. Mas, seria Deus inimigo do homem pecador?
Já ouvi também que o inferno, só é o inferno porque Deus está lá punindo o homem por toda a eternidade. Será mesmo? Temos então, um Deus irado, que odeia o pecador, e tem prazer em punir por toda a eternidade esse pecador? Que tipo de Deus é esse?
Vamos às respostas.
Primeiramente, esse Deus criado pelos fundamentalistas não existe. Eles o criaram, pois compreendem o evangelho desta maneira. Como algo punitivo apenas. Enquanto alguns apenas dizem que o Amor vence e ignoram a justiça, outros dizem, mesmo que implicitamente, que a Justiça vence, e ignoram completamente o amor de Deus, mesmo que não digam isto com sua boca, e se perguntar a eles, jamais afirmarão isto.
Quem é Deus então?
DEUS AMA O PECADOR!!! Essa é a verdade essencial contida na bíblia desde o princípio.
Adão pecou e Deus olha com compaixão, dá roupas para ele, e promete um salvador (Gn 3:15).
Caim prossegue pecando e mata seu próprio irmão. Deus não aprova isto, mas ao mesmo tempo cuida de Caim para que não morra.
Temos a história de Saul. Este pecou também. E um espírito mal foi enviado para atormentá-lo. Porém, quando Davi tangia a harpa, ele então se acalmava. Por quê o espírito mal, o atormentava? Era apenas porque Deus odiava Saul e tinha prazer em atormentar um inimigo seu? Por quê não o matou logo então? Seria Deus um especialista não apenas em odiar, mas também em torturar? Qual era o objetivo?
O Espírito Santo havia abandonado Sansão também. Ele havia pecado e quebrado a aliança com Deus, assim como Saul quebrou. Mesma maneira. Porém, Sansão se arrependeu e o Espírito Santo se apossou dele novamente. Saul foi rejeitado porque Deus o odiava, ou porque mesmo Deus procurando de todas as formas fazer que Saul se arrependesse, ele insistiu em rejeitar a Deus?
Deus não deveria odiar a Nabucodonosor então? Você tem ideia de quão cruel era ele? Do que esse ditador tirano fez em sua época matando milhares de pessoas, conquistando mundo para si? E Deus, por misericórdia o manda para o campo, o tira de sua consciência, e ele então se volta para o criador. Não deveria Deus odiar esse tirano?
Deus não deveria ter profundo ódio por Paulo? Ele estava no assassinato de Estevão. Ele foi responsável pela morte, aprisionamento e por fazer que cristãos negassem a fé, e Deus não odiaria profundamente a Paulo?
Será que Deus é tomado de sentimentos como nós? Ele odeia, e depois ama, dependendo das atitudes do pecado? Que tipo de teologia “reformada” é essa que coloca Deus em segundo plano e o homem em primeiro?
O que dizer do texto de Ezequiel 18:23?
“Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?”

Ou de Ezequiel 33:11
“Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel”


Porventura Deus gostaria que alguns homens fossem condenados ao inferno de fogo e outros fossem salvos?

Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;
Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.
Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.
1 Timóteo 2:1-6

Por quê destas afirmações então, de que Deus odeia o pecador, e que o inferno só é inferno porque Deus está lá punindo o pecador?

Essa teologia “reformada” “hiper-calvinista” nada mais é do que a tentativa do homem querer pregar o evangelho através do medo de um Deus punitivo e irado. Que vai te punir eternamente pelo que você fez.
Quando me aprofundo na pregação de Paulo, a demonstração da Ira de Deus em Romanos 1, não tem nada a ver com uma punição ativa da parte de Deus, pelo contrário, é Deus deixar que o homem sofra por seus próprios atos de injustiça e impiedade. Não é isso que vemos hoje?
Ao mesmo tempo, não podemos ignorar que Deus não vá condenar o pecador que não demonstra arrependimento.
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus. 
João 3:17-21

Porém, é muito diferente o ato de condenar e o ato de odiar. Imagine a seguinte situação: O juiz de uma cidade recebe diante de si o seu próprio filho. Ele em uma briga assassinou uma pessoa e foi pego em flagrante. Sendo o juiz um homem bom e justo, ele julga o caso e condena o seu filho à pena justa pelo seu crime. Porém, podemos afirmar que o juiz teve prazer em condenar seu filho? De modo nenhum. Porém, ele teve prazer em executar justiça, pois é justo.

Deus não tem prazer na morte e condenação do perverso. Deus ama o pecador. Prova disto, é que Ele te amou quando você ainda era inimigo dEle. Abriria Deus exceção apenas para alguns?
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 
Romanos 5:8

Deus odeia muitas coisas na vida do homem. Ele odeia sua injustiça, Ele odeia sua ganância, sua arrogância, sua prepotência, Deus odeia a mentira na vida do homem, e ODEIA TUDO AQUILO QUE DESTRÓI O HOMEM.

Sabe por quê Deus fez a lei? Se o homem não existisse precisaria de lei? Então por quê Deus faz a lei? Porque Ele é egocêntrico e queria impor algumas regras para mostrar que estava no comando? Obvio que não. Deus coloca para nós a lei porque quer o bem do homem. Ele deseja que o homem viva bem.
O ódio de Deus é contra o pecado sempre. Por quê? Porque o pecado distancia o homem de Deus. Se Deus odiasse o pecador seria bem simples, não precisaria enviar seu único filho para morrer por pecadores que não valem um vintém.
Assim como um pai tem seu filho no crack, e vê seu filho se destruindo e já não pode ficar em casa. Seu pai não passa a odiá-lo por causa de seu vício, antes seu pai odeia com todas as suas forças a droga que está destruindo seu filho. Esse amor não vem de Deus? Seria Ele diferente?
Vamos à alguns textos bíblicos:

O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma. 
Salmos 11:5
Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.
Destruirás aqueles que falam a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento. 
Salmos 5:5-6

Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina:
Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal,
A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos. 
Provérbios 6:16-19

Nestes três textos, existem duas principais palavras usadas no hebraico para ira, abominar, odiar:

Sane – odiar, abominar, ser inimigo

Ta’ab – destestar, repugnar 

Vamos entender então o que dizem os textos:

Todos estes textos estão falando sobre atitudes dos homens. Aqueles que cometem o pecado se tornam abomináveis, reprováveis, condenáveis, ao passo que os justos são aprovados, aceitos.
Deus de maneira nenhuma, compactua com o pecado, iniquidade. Desta maneira, Deus é inimigo do mal. Ele odeia o mal. E aquele que pratica o mal, jamais será aceito, ou aprovado por Deus. Desta maneira, Deus reprova, abomina, condena aquele que faz o mal. Isto tudo é traduzido também como Ira de Deus. E é uma verdade bíblica. Contudo, a ira de Deus sempre pode ser aplacada, quando o pecador se arrepende e abandona o mal, a prática da iniquidade.
Ou seja, se digo que Deus odeia uma pessoa por causa do mal, na verdade, Ele não odeia tal pessoa, mas sim o mal que habita nela.
Se eu odeio a homossexualidade, necessariamente vou abominar, reprovar, condenar qualquer pessoa que venha a praticar a homossexualidade, mesmo que seja alguém de minha família. Porém, isto implica que eu odeio tal pessoa?
Que você possa se agarrar nesta verdade:
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16

Deus é justo e enviou seu filho para sofrer a punição pelos nossos pecados, porque Ele nos AMA!!!! Seu amor o levou até a última consequência, fazendo que Jesus Cristo, o próprio Deus, bebesse o cálice da ira de Deus que era para ser derramado sobre nós. Ele te ama profundamente, com o amor mais puro, sincero e profundo que jamais conseguiremos compreender.

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