Pentecostal defeituoso?!


Eu devo ser um pentecostal defeituoso. Por quê? Porque certo pregador afirma que: “pentecostal que não faz barulho está com defeito de fábrica”. E eu sou qualquer coisa, menos barulhento. O conferencista talvez deva pensar que a origem correta da fé está em, primeiro, atender ao apelo evangelístico, em meio a gritos e soluços, e posteriormente (ou no mesmo momento), falar em línguas estranhas, de preferência (ou 


obrigação?) em voz alta. Ou seja, um pentecostal deve originar-se no barulho e prosseguir no barulho. Pois o barulho seria a vontade, ou, como já ouvi o jeito (?) do Eterno.
Todavia, eu, o “pentecostal defeituoso”, gostaria de fazer 3 observações sobre o assunto:
1. Jesus, e não o pentecostes é o centro da Bíblia: Ele é o Messias que afirmamos seguir. Dele, testemunha toda a Escritura. Sua explicação da Palavra é a nossa norma, pois afinal deveríamos ser seus discípulos, não é mesmo? E barulho não é algo crucial nessa caminhada.
2. Pentecostes é uma festa, por “mais incrível que pareça”: O Shavuot (“Semanas”), também chamada Festa da Colheita, (Êxodo 23.16, Atos 2.1) é uma das três festas de peregrinação a Jerusalém, onde se ofereceria as primícias da colheita ao Eterno. Pentecostes é o nome grego da festa. Bom, e o que isso tem a ver com o Pentecostes, ou melhor, com o derramamento do Espírito? Há uma tradição que relaciona a Festa da Colheita com a entrega da Lei no Sinai. E o Espírito Santo, sendo derramado bem nessa festa, significaria o que? Ao que parece, o início de uma santificação renovada nos corações dos discípulos.
3. O “jeito” do Eterno é “santidade” e não “barulho”: (Levítico 19.2) O Eterno identifica-se como “santo”, e deseja que nós sejamos “santos”. Ou seja, comprometidos a viver de acordo com a sua verdade. Por isso devemos ser “Nação Santa”, e não povo barulhento. Por que o Santo pode apresentar-se em meio a relâmpagos e trovões, como fez no Sinai, mas também na calmaria, como fazia com os profetas.
Nosso compromisso é, antes de tudo, com Jesus. O que ocorreu na Festa das Semanas (Pentecostes) deveria ser instrumento para segui-lo melhor, e não um cavalo de batalha por si só. E, como vemos a Festa das Colheitas propriamente dita indica santidade e dependência, e não barulho e tumulto. Os apóstolos e demais discípulos entendiam perfeitamente isso. É isso que Ele, que muitas vezes fala em meio a um ruído de uma leve brisa, mas não menos poderoso: santidade, e não barulho.
Bom, acho melhor continuar com meu “pentecostalismo defeituoso” e aventurar-me no discipulado, do que gritar e chorar uma vez por semana e chamar isso de “vida cristã”.
Paz


Fonte: Mantenedor da Fé


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